Após Decisão do STF, Alcolumbre Volta a Ventilar Impeachment de Ministros nos Bastidores do Senado
A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar obrigatoriamente a CPMI do INSS acirrou os ânimos no Congresso Nacional. Incomodado com a interferência, o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, retomou as movimentações de bastidor, voltando a discutir a possibilidade de dar andamento a propostas que tratam do impeachment de ministros da Corte.
O Contexto da Irritação
A reação de Alcolumbre ocorre após o ministro Mendonça classificar a inércia da Mesa Diretora do Senado como uma “omissão deliberada” por não realizar a leitura do requerimento de prorrogação dos trabalhos da comissão.
Sinalizando irritação com o que considerou uma invasão de competências do Legislativo, Alcolumbre passou a defender novamente a tramitação de projetos de lei que facilitam a responsabilização e o impeachment de magistrados do Supremo, propostas que contam com amplo apoio da oposição no Congresso.
Este movimento repete uma estratégia adotada pelo presidente do Senado em dezembro de 2025. Na ocasião, após o ministro Gilmar Mendes restringir as regras para pedidos de impeachment contra integrantes do STF, Alcolumbre criticou a medida publicamente e ameaçou pautar mudanças na legislação para contra-atacar a Corte.
A Disputa Pela Prorrogação da CPMI
Enquanto a determinação de Mendonça aguarda análise do plenário do STF, parlamentares governistas e da oposição já articulam estratégias divergentes sobre o futuro da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito.
Estratégia Governista: Aliados do Palácio do Planalto, capitaneados por petistas, iniciaram uma coleta de assinaturas para tentar limitar a prorrogação da CPMI a apenas 15 dias. O objetivo é estancar os danos políticos ao governo e encerrar rapidamente as investigações.
Estratégia da Oposição: Integrantes da cúpula da CPMI trabalham para garantir uma extensão de 30 dias. O prazo maior permitiria aprofundar as oitivas e diligências em andamento, especialmente as investigações recentes relacionadas ao Banco Master.
Nos bastidores do Senado, há ainda a expectativa de que um eventual pedido de vista (mais tempo para análise) durante o julgamento no plenário do STF possa atrasar o andamento da liminar de Mendonça, garantindo aos senadores mais prazo político para negociações.





