Senador revela o que aconteceu antes do 8/1 e questiona inércia de Flávio Dino nos atos
O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) fez duros questionamentos sobre a atuação dos órgãos de segurança e autoridades federais durante os eventos de 8 de janeiro de 2023. De acordo com o parlamentar, documentos comprovam que o governo federal e o governo do Distrito Federal já possuíam informações detalhadas sobre as manifestações desde o dia 5 de janeiro.
Informações prévias ignoradas
Heinze destacou que uma solicitação de informações feita no início de 2023 pelo senador Esperidião Amin (PP-SC) revelou o nível de conhecimento prévio das autoridades sobre a situação.
“O documento aponta que, três dias antes, em torno de 40 órgãos do Distrito Federal e da União sabiam do que iria acontecer. A Polícia Rodoviária Federal sabia quantos ônibus estariam vindo, quantos chegariam aqui no dia 8 de janeiro”, afirmou.
Diante desses dados, o senador cobrou explicações sobre a falta de mobilização preventiva, especialmente durante o trajeto dos manifestantes na capital federal.
“A pergunta: a Polícia Militar não foi mobilizada? Quando esse pessoal saiu do QG do Exército até chegar aqui [Praça dos Três Poderes], poderia ter sido interpelado em qualquer parte. Não fizeram absolutamente nada. As Polícias Legislativas destas Casas, da Câmara e do Senado, sabiam e tomaram providências”, pontuou Heinze.
Críticas a Flávio Dino
O parlamentar direcionou críticas contundentes à atuação do então ministro da Justiça, Flávio Dino (atualmente ministro do STF), acusando-o de inércia e omissão diante dos fatos.
“O ministro Flávio Dino estava assistindo de camarote, no quarto andar do Ministério da Justiça”, acusou o senador. “O que fez a Guarda Presidencial? Nada. O que fez a Polícia Militar de Brasília? Nada. O que fez a Força Nacional? Tudo foi premeditado”, concluiu Heinze.





