Alvo de Flávio Dino, presidente da CPMI “abre fogo” e confirma: número contatado por Vorcaro pertence ao STF
Mesmo após ser colocado na mira do ministro Flávio Dino — que lhe deu um ultimato de cinco dias para explicar repasses de emendas parlamentares —, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, provou que não se deixou intimidar. Em uma declaração que promete abalar as estruturas da Praça dos Três Poderes, o parlamentar partiu para o contra-ataque e revelou uma informação gravíssima.
O analista político Leandro Ruschel repercutiu o fato na rede social X (antigo Twitter), destacando o teor da revelação: o número de telefone com o qual o banqueiro Daniel Vorcaro (dono do Banco Master) manteve trocas de mensagens suspeitas é, oficialmente, de propriedade do Supremo Tribunal Federal (STF).
A Mensagem e o Relatório Oficial
O ponto central do escândalo envolve uma mensagem específica enviada por Vorcaro ao número misterioso, contendo a pergunta direta: “conseguiu bloquear?”.
A imprensa já havia ventilado anteriormente que o destinatário dessas mensagens seria o ministro Alexandre de Moraes. Agora, a CPMI obteve a materialidade do fato através de operadoras de telefonia.
“Foi solicitada às empresas de telefonia a confirmação da propriedade de um dos números citados na quebra do sigilo do Vorcaro […]. O relatório oficial que nos foi enviado é de que o número era do Supremo Tribunal Federal. Agora está confirmado oficialmente que o Vorcaro tinha acesso com alguém do Supremo”, declarou Viana.
Os Próximos Passos: Quem estava do outro lado da linha?
Embora a documentação comprove que a linha telefônica pertence à Suprema Corte, o senador adotou cautela para não cravar, neste primeiro momento, o nome do magistrado que operava o aparelho no dia da troca de mensagens com o banqueiro investigado.
No entanto, Carlos Viana deixou claro que a comissão não vai recuar e fará a cobrança de forma oficial à Corte:
“Não posso aqui fazer a afirmação de qual ministro, uma vez que naturalmente nós vamos oficiar ao Supremo para que nós tenhamos essa informação e a clareza sobre quem estava no número no dia em que a comunicação foi feita”, arrematou o presidente da CPMI.
Embate Institucional
A revelação ocorre em um momento de extrema tensão. Apenas horas antes, Flávio Dino havia determinado que Viana prestasse esclarecimentos sobre emendas ligadas a uma fundação investigada pela própria CPMI. A resposta de Viana expõe, agora, o próprio STF aos holofotes da comissão de inquérito, criando um embate institucional de proporções imprevisíveis no cenário político de 2026.





