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A ‘Fúria’ do Governo: Renan Filho anuncia cerco eletrônico aos fretes em meio a temor de nova greve dos caminhoneiros

Em um claro sinal de tensão com o setor de transportes, o ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciou nesta quarta-feira (18) uma medida que promete agitar os ânimos nas rodovias de todo o país: a implementação de um rigoroso sistema de fiscalização eletrônica para monitorar 100% dos fretes realizados no Brasil.

A ofensiva do governo Lula é uma tentativa de forçar o cumprimento da tabela do piso mínimo de transporte rodoviário de cargas. Durante a coletiva de imprensa, o ministro não escondeu a insatisfação ao admitir que o governo decidiu apertar o cerco contra as irregularidades.

“Não dá mais para levarmos isso adiante sem sabermos quem não cumpre a tabela de frete”, declarou Renan Filho, em tom de ultimato.

O alvo: Gigantes do mercado e a “lista de exposição”

De acordo com os dados apresentados pelo ministério, o cenário atual é de desobediência crônica: cerca de 20% das empresas continuam ignorando as regras do piso mínimo. Na avaliação do governo, isso prejudica diretamente o caminhoneiro autônomo e desequilibra a concorrência no setor.

Na mira do Planalto estão grandes corporações. Renan Filho fez questão de citar nominalmente algumas das companhias com os maiores índices de descumprimento:

  • BRF

  • Vibra Energia

  • Ambev

  • Raízen

  • Cargill

Para endurecer a fiscalização, o governo planeja tornar pública uma lista com os nomes de todas as empresas infratoras. A justificativa oficial é dar “transparência”, mas a medida soa como uma retaliação pública.

O Brasil vai parar?

Nos bastidores da política, a postura agressiva e a pressa na implementação do monitoramento eletrônico são vistas como um reflexo do medo. A “fúria” do ministro coincide justamente com um momento de articulação intensa entre os caminhoneiros, levantando o espectro de uma nova paralisação geral.

A categoria, pressionada pelas condições econômicas, observa os movimentos de Brasília com extrema desconfiança. Resta saber se o cerco eletrônico será suficiente para acalmar a revolta nas estradas ou se acabará sendo o estopim que fará o Brasil parar novamente.

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Bruno Rigacci

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