O apelido irônico de Paulo Gonet no STF: “Paulo Gonet Resolve”
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, ganhou um apelido irônico nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o jurista e professor André Marsiglia, em entrevista ao portal Pleno News, integrantes da Corte estariam usando a própria sigla da instituição, “PGR”, para se referir a ele como “Paulo Gonet Resolve”.
A revelação joga luz sobre as críticas recentes à postura do órgão. Durante a conversa, Marsiglia não poupou palavras e avaliou a atual atuação da Procuradoria-Geral da República como “lastimável”. Ele chegou a classificar o desempenho da instituição como uma “desonra” para o Ministério Público, destacando especialmente a condução das investigações envolvendo o caso do Banco Master.
Falta de fiscalização e “Parceria”
Para o jurista, o apelido que circula nos corredores do Supremo reflete a percepção de muitos observadores: a de que Gonet atua em constante alinhamento com o STF. Na visão do professor, o procurador-geral estaria deixando de lado uma de suas funções institucionais mais importantes, que é a de fiscalizar as ações dos próprios ministros da Corte.
“Me parece que ele [Gonet] é tratado como uma espécie de parceiro do STF”, disparou Marsiglia.
A declaração reforça o debate público sobre a real independência da PGR ao lidar com temas de grande repercussão e o impacto disso no equilíbrio entre os poderes.





