Vaza a verdadeira reação de Vorcaro ao saber que o STF manteve sua prisão
Contrariando os boatos que circularam nos últimos dias, o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, não teve surto, não chorou, não gritou, não socou paredes e não pediu medicamentos ao ser informado de que continuaria preso. A informação foi apurada e publicada originalmente pelo portal Metrópoles.
De acordo com a apuração, Vorcaro ficou triste com a decisão judicial — o que era esperado —, mas manteve um comportamento considerado “tranquilo e controlado” dentro da Penitenciária Federal de Brasília. Fontes afirmaram que não houve qualquer episódio de descontrole emocional ou solicitação de atendimento por crise psicológica.
A coluna reforça que o banqueiro chegou a passar por uma avaliação médica na última quinta-feira (12/03), mas esclarece que o atendimento não ocorreu por causa de um surto. Trata-se, na verdade, de um procedimento padrão do protocolo de inclusão aplicado a todos os presos que ingressam no Sistema Penitenciário Federal.
A Situação de Vorcaro na Prisão:
Isolamento de Adaptação: Vorcaro encontra-se atualmente na ala de saúde da Penitenciária Federal de Brasília, no mesmo local onde foi alocado ao chegar. Ele está cumprindo o período de “inclusão”, uma etapa inicial de cerca de 20 dias em que o preso permanece isolado para adaptação às regras e para impedir o contato com outros detentos (como o bicheiro Adilsinho, recém-transferido para o mesmo presídio).
Sem Regalias: Como todos os internos do sistema federal, ele recebeu apenas o kit padrão composto por roupas, sandálias, itens de higiene pessoal e livros. As celas não possuem câmeras internas, mas há monitoramento nos corredores.
Estratégia da Defesa? Nos bastidores, avalia-se que a falsa narrativa de um surto ou descontrole poderia, no futuro, ser usada pela defesa do banqueiro para alegar um quadro de depressão ou ansiedade, na tentativa de conseguir prisão domiciliar.
Manutenção da Prisão e Histórico: A reação de Vorcaro ocorreu após a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formar maioria para manter sua prisão preventiva. Os ministros André Mendonça (relator), Luiz Fux e Nunes Marques votaram pela manutenção, fundamentando a decisão no risco concreto de interferência do banqueiro nas investigações.
O dono do Banco Master foi transferido da Penitenciária II de Potim (SP) para Brasília após uma nova prisão decretada no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. Ele é investigado por supostos crimes financeiros, pagamentos indevidos a agentes públicos e pela criação do que a PF descreveu como uma “milícia privada” usada para monitorar autoridades e jornalistas.





