Estranhamente, Cármen Lúcia muda postura e apressa andamento de processo contra Castro
A ministra Cármen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), marcou para o dia 24 de março a retomada do julgamento que pode tornar o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), inelegível por oito anos. Segundo a publicação, a decisão surpreendeu outros ministros da Corte.
A matéria aponta que a atual postura de Cármen Lúcia contrasta com seu comportamento anterior, já que o processo teria ficado meses fora de pauta. O portal sugere que a mudança de ritmo ocorre em um momento estratégico: a menos de dois meses do prazo limite para Castro renunciar ao cargo, caso queira disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026, e logo após uma operação policial contra facções criminosas no Rio de Janeiro que conferiu forte projeção nacional e aprovação popular ao governador.
O andamento do processo:
A Acusação: Cláudio Castro, o ex-vice Thiago Pampolha (MDB) e o deputado estadual Rodrigo Bacellar (União) são acusados de usar recursos públicos para contratar cabos eleitorais nas eleições de 2022.
Decisões Anteriores: Os políticos foram absolvidos em primeira instância pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). No entanto, no TSE, dois ministros (Isabel Gallotti e Antônio Carlos Ferreira) já votaram pela condenação e cassação.
Situação Atual: Os autos estão no gabinete do ministro Kassio Nunes Marques para análise. Nos bastidores, há a expectativa de que outro ministro faça um novo pedido de vista, o que adiaria a votação por até 60 dias. Se Castro for cassado próximo às eleições, o Rio de Janeiro passará por uma eleição indireta para definir o governador-tampão.
A reportagem encerra apontando uma suposta disparidade no TSE, comparando a celeridade do caso de Cláudio Castro (absolvido na primeira instância) com a lentidão do processo do governador de Roraima, Antonio Denarium. Segundo o texto, o caso de Denarium — que foi condenado três vezes no tribunal regional por uso da máquina pública para compra de votos — está parado no TSE há mais de um ano e quatro meses.





