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Senador critica uso deturpado do sigilo de 100 anos: “Virou um jogo pessoal”

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) fez duras críticas ao que classificou como uso indevido do sigilo de 100 anos por autoridades públicas. Em pronunciamento, o parlamentar argumentou que o dispositivo, previsto na Lei de Acesso à Informação (LAI), está sendo deturpado para restringir o acesso da população a dados que deveriam ser de interesse público.

O verdadeiro propósito da lei Segundo o senador, a legislação foi desenhada para proteger a intimidade e a vida privada dos cidadãos, e não para acobertar atos de governo.

“A lei define que esse sigilo deve proteger informações consideradas pessoais relacionadas à vida privada ou à intimidade de um cidadão, ou seja, à proteção de pessoas físicas, não do Brasil, da segurança nacional do Estado e, também, não a questões de governo, de Estado e de instituições. Virou um jogo pessoal”, destacou Plínio Valério.

O parlamentar ressaltou ainda que o acesso a esse tipo de conteúdo sigiloso deve ser restrito apenas aos agentes públicos autorizados e ao próprio cidadão a quem a informação se refere.

Precedentes perigosos Durante sua fala, Valério relembrou que a norma estabelece prazos distintos para diferentes níveis de classificação de dados, mas que a essência da LAI é garantir o direito constitucional de acesso à informação pública. Ele defendeu que o tema passe por um debate aprofundado na sociedade para frear os abusos por parte dos detentores do poder.

“Uma lei que foi criada para facilitar o acesso à informação acaba por proibir esse acesso à informação e criar precedentes perigosíssimos”, alertou o senador, cobrando uma reavaliação sobre a forma como a legislação vem sendo aplicada.

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Bruno Rigacci

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