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O PÂNICO EM BRASÍLIA: Ministros do STF manobram “saída alternativa” para evitar a delação de Vorcaro

O desespero tomou conta dos corredores do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso Nacional. Antes mesmo do julgamento na Segunda Turma que decidiu manter o ex-banqueiro Daniel Vorcaro atrás das grades, figurões da República já articulavam nos bastidores uma “solução alternativa” para evitar o que consideram o cenário do fim do mundo: uma delação premiada.

A revelação foi feita pela jornalista Malu Gaspar e expõe o medo generalizado das conexões umbilicais entre o dono do extinto Banco Master e membros da cúpula dos Três Poderes.

A Manobra no Plenário Virtual

Sabendo do poder destrutivo das mensagens já extraídas do celular de Vorcaro pela Polícia Federal, o “sistema” tenta agir nas sombras. O julgamento do ex-banqueiro ocorre no ambiente do Plenário Virtual, uma plataforma digital que permite aos ministros votarem sem se reunirem presencialmente.

Se por um lado isso evita embates acalorados ao vivo na TV Justiça, por outro, cria o ambiente perfeito, longe dos olhos da população, para tentar costurar um acordo que livre a cara dos envolvidos sem chamar atenção.

STF Dividido e o Voto de Minerva

A matemática no Supremo para decidir o destino de Vorcaro é apertada, especialmente após o ministro Dias Toffoli se declarar suspeito para julgar o caso. Com isso, a Segunda Turma vota com apenas quatro ministros:

  • Pela manutenção da prisão: Nos bastidores, calcula-se que Luiz Fux acompanhe o rigor da prisão preventiva.

  • A “Solução Alternativa”: Kassio Nunes Marques e Gilmar Mendes, segundo a jornalista, estariam inclinados a defender a substituição da prisão por medidas cautelares mais brandas, como a prisão domiciliar.

O grande trunfo para Vorcaro — e para os políticos apavorados — é a regra de que, em caso de empate (2 a 2), prevalece a decisão mais favorável ao réu. A soltura de Vorcaro sob essas condições soa como uma tentativa desesperada de mantê-lo calmo e de bico fechado.

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Bruno Rigacci

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