Jornalista revela histórico de conivência da mídia com os abusos do Judiciário
O jornalista e analista político Diogo Forjaz não mediu palavras ao responsabilizar diretamente a grande imprensa pela atual escalada de censura, violência política e abuso de poder no Brasil. Em uma análise contundente sobre o cenário nacional, Forjaz disparou um recado direto aos grandes veículos de comunicação: “Vocês construíram isso”.
A declaração refere-se ao que o analista aponta como uma normalização, por parte da mídia, de atos de ódio e desumanização contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores. Como exemplos, ele citou a conivência com brincadeiras envolvendo uma réplica da cabeça decepada de Bolsonaro, encenações de seu assassinato e a validação do atentado a faca sofrido em 2018 como um evento “normal”.
Omissão e endosso a abusos institucionais
Segundo a análise de Forjaz, a atuação da imprensa foi além da retórica política e passou a chancelar ações do Judiciário que ferem a Constituição. Ele destacou três pontos centrais dessa conivência:
Caso Daniel Silveira: A legitimação da censura e das medidas tomadas contra o ex-deputado federal.
Artigo 53: O silêncio da mídia diante da substituição das garantias de imunidade parlamentar (previstas no artigo 53 da Constituição) pelo que chamou de “rascunhos sujos”.
Prisões do 8 de Janeiro: A permissão silenciosa para a destruição de 1.500 famílias inocentes após os atos em Brasília, marcadas por prisões arbitrárias em um ginásio de triagem, sem a devida individualização de condutas e provas — o que classificou como uma das ações mais absurdas da história recente do país.
Autoridades no “Olimpo”
Para Forjaz, o tratamento indulgente da imprensa transformou determinadas autoridades em figuras “intocáveis no Olimpo”. Essa postura teria instaurado uma perigosa sensação de impunidade que rapidamente se espalhou entre os operadores do sistema jurídico e político.
“Vocês construíram isso”, repetiu o jornalista ao concluir seu raciocínio. Segundo ele, o Brasil atual colhe os frutos amargos da conivência midiática com narrativas que, ao longo dos últimos anos, enfraqueceram a liberdade de expressão e a soberania popular.





