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Portal e políticos questionam justificativa de Viviane Barci para contrato de R$ 129 milhões

Um artigo de opinião publicado pelo portal Jornal da Cidade Online nesta segunda-feira (9) repercutiu as recentes explicações atribuídas à advogada Viviane Barci a respeito de um contrato de consultoria firmado com o banco de Daniel Vorcaro.

De acordo com a publicação, a justificativa apresentada para o recebimento de R$ 129 milhões baseou-se na realização de 94 reuniões e na entrega de 36 documentos em formato PDF. O editorial do portal contesta esses dados, afirmando que o montante é desproporcional e que as bancas de advocacia mais caras do Brasil cobrariam apenas uma fração desse valor para o mesmo tipo de serviço.

Repercussão e Críticas

A matéria compila argumentos e opiniões de figuras públicas que levantam suspeitas sobre a legitimidade do contrato:

  • Questionamentos sobre a comunicação: O texto cita a opinião de Leandro Ruschel, que questiona a natureza do contrato. A publicação indaga o motivo pelo qual o banqueiro Daniel Vorcaro teria supostamente contatado o ministro Alexandre de Moraes, marido da advogada, em momentos críticos do banco, em vez de acionar a profissional diretamente contratada.

  • Investigações da PF: O artigo menciona que a perícia da Polícia Federal (PF) teria apontado contatos entre Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o que, segundo o portal, agravaria a desconfiança em torno do caso.

  • Declarações de Maurício Marcon: O portal também reproduziu uma fala do deputado federal Maurício Marcon. O parlamentar classificou o contrato como uma “farsa” e afirmou que a versão de que os R$ 129 milhões seriam referentes a “alguns PDFs e mais uns conselhos” não tem credibilidade.

  • Hipótese de Delação: Marcon sugeriu, como um “exercício de futurologia”, a possibilidade de Daniel Vorcaro firmar um acordo de delação premiada. Na visão do deputado, uma eventual delação poderia alegar que a consultoria jamais existiu e que o dinheiro visava, na verdade, influenciar decisões judiciais de Alexandre de Moraes.

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Bruno Rigacci

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