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O “SILÊNCIO ENSURDECEDOR” DE JANJA NO CARNAVAL: Primeira-dama cai na folia, mas evita microfones após série de desgastes

Acostumada aos holofotes e a não perder uma oportunidade de pegar o microfone, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, surpreendeu neste Carnaval. Não pela fantasia ou pela animação, mas por uma atitude inédita…
O “SILÊNCIO ENSURDECEDOR” DE JANJA NO CARNAVAL: Primeira-dama cai na folia, mas evita microfones após série de desgastes

Acostumada aos holofotes e a não perder uma oportunidade de pegar o microfone, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, surpreendeu neste Carnaval. Não pela fantasia ou pela animação, mas por uma atitude inédita desde que assumiu o posto ao lado de Lula: o silêncio.

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A socióloga marcou presença nos festejos, sorriu para fotos, acenou para apoiadores, mas manteve a boca firmemente fechada para a imprensa e evitou discursos públicos. A mudança drástica de comportamento não passou despercebida nos bastidores de Brasília e é apontada por analistas como uma clara estratégia de “contenção de danos”.

A ordem é “não atrapalhar”

Fontes ligadas ao Palácio do Planalto indicam que a “lei do silêncio” imposta à primeira-dama não foi opcional. Após uma sucessão de gafes, interferências indevidas na agenda política e declarações polêmicas que geraram crises desnecessárias para o governo, a avaliação da ala política é que a imagem de Janja tornou-se um “ativo tóxico” neste momento delicado.

Com a popularidade de Lula em queda livre — atingindo os piores índices em 16 anos, segundo pesquisas recentes — e a rejeição à figura da própria Janja em alta, a ordem dos marqueteiros foi clara: evitar qualquer nova polêmica durante o feriado nacional.

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Protagonismo forçado em xeque

Desde o início do mandato, Janja tem tentado impor um estilo de “copresidência”, participando de reuniões ministeriais, opinando sobre economia e segurança pública, e frequentemente ofuscando o próprio presidente. Essa postura tem gerado imenso desconforto entre aliados, militares e até mesmo dentro do PT.

O Carnaval “mudo” de Janja levanta a questão: até quando a primeira-dama conseguirá conter seu ímpeto de aparecer, e se essa blindagem será suficiente para estancar o desgaste que sua superexposição causa à imagem de um governo já fragilizado. Por enquanto, para alívio dos assessores do Planalto, na avenida, só se ouviu o samba.

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