Toffoli é novamente flagrado em atitude suspeita
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, voltou a ser alvo de questionamentos após a revelação de anotações pessoais que expõem sua estratégia de atuação no caso Banco Master. Documentos obtidos pela imprensa mostram que o magistrado registrou por escrito sua intenção deliberada de identificar “omissões” e “contradições” no depoimento de Ailton de Aquino, diretor de Fiscalização do Banco Central (BC).
O Roteiro da Inquirição
As anotações foram feitas à margem de uma lista de perguntas enviadas pelo próprio Toffoli à Polícia Federal, para serem feitas a Aquino durante seu depoimento em 30 de dezembro. A conduta de um ministro da Suprema Corte enviar um “roteiro” de interrogatório para uma delegada já havia sido duramente criticada por juristas como uma extrapolação de funções, mas o teor das notas agrava a situação.
“Omissão Consciente”
Nos manuscritos, Toffoli deixa claro que seu objetivo não era apenas esclarecer fatos, mas sim emparedar a fiscalização do Banco Central. Em um dos trechos, ao questionar sobre a data em que o BC percebeu indícios de fraude, o ministro anotou: “Essa é a pergunta mais importante do processo. Sem data, não existe ‘tempestividade’. Com data, surgem imediatamente as omissões”.
Em outro ponto, referindo-se a uma nota do BC sobre a interrupção de exames nas carteiras do banco, Toffoli concluiu antes mesmo da resposta: “Aqui aparece a omissão consciente documentada: o BC detecta indícios graves e, ainda assim, interrompe a fiscalização”.
A postura sugere uma tentativa de direcionar a culpa pela quebra do Banco Master — liquidado em novembro de 2025 com um rombo milionário — para o órgão fiscalizador, levantando suspeitas sobre as reais motivações por trás da atuação incisiva do relator no caso.





