Malafaia responde o Supremo

O pastor Silas Malafaia protocolou sua resposta ao Supremo Tribunal Federal (STF), negando veementemente ter cometido qualquer crime de injúria ou calúnia contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva. A defesa do líder religioso foi apresentada em resposta à denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), assinada por Paulo Gonet.

“Críticas, não ofensas”

Em sua manifestação, Malafaia sustenta que suas declarações não tiveram caráter pessoal, mas foram críticas genéricas. O pastor argumenta que não citou o nome de Tomás Paiva em seu discurso e que suas palavras, proferidas em um ato na Avenida Paulista em abril de 2025, foram direcionadas ao “Alto Comando do Exército” de forma ampla, classificando-os como “frouxos” e “omissos” diante da prisão do general Walter Braga Netto.

“Reitere-se que não houve ofensas, mas, sim, críticas… não tendo o intuito de desonrar a suposta vítima”, diz trecho da defesa enviada à Corte.

O Contexto da Denúncia

A denúncia da PGR, encaminhada em dezembro, baseia-se em uma representação do próprio comandante do Exército. Malafaia, no entanto, classifica a acusação como uma “aberração”, questionando como pode ser denunciado por ofender alguém que sequer nomeou. Apesar do tom combativo, o pastor registrou formalmente seu “apreço e confiança nas Forças Armadas” e apresentou uma retratação caso suas palavras tenham sido interpretadas como ofensa à honra do general.

O caso segue sob análise do ministro Alexandre de Moraes.

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Bruno Rigacci

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