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Finalmente, Moraes diz “sim” a Bolsonaro

Depois de meses impondo um regime de isolamento severo e negando os pedidos mais básicos da defesa, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), finalmente proferiu uma decisão favorável ao ex-presidente…
Finalmente, Moraes diz “sim” a Bolsonaro

Depois de meses impondo um regime de isolamento severo e negando os pedidos mais básicos da defesa, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), finalmente proferiu uma decisão favorável ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Nesta sexta-feira (30), o magistrado autorizou que o líder conservador realize caminhadas e receba visitas de parlamentares aliados aos sábados.

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A decisão, embora tardia, representa um pequeno respiro em meio à perseguição implacável que tem marcado a custódia do ex-presidente. Moraes atendeu a um pedido da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), que sugeriu a alteração dos dias de visita para os sábados, alegando questões de segurança e menor fluxo de pessoas.

“Bondade” com restrições

Pela nova determinação, Bolsonaro poderá realizar caminhadas monitoradas em um campo de futebol dentro das dependências onde se encontra detido (a chamada “Papudinha”) e receber aliados políticos, mas a lista de convidados continua passando pelo crivo rigoroso do ministro.

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Entre os nomes finalmente liberados para visitar o Capitão estão o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), uma das vozes mais combativas da oposição, e os senadores Wilder Morais e Luiz Antonio Nabhan Garcia. As visitas, no entanto, têm horário cronometrado: Nikolas, por exemplo, terá apenas duas horas (das 8h às 10h) no dia 7 de fevereiro para conversar com Bolsonaro.

O que foi negado

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Apesar do “sim” para as visitas de Nikolas e para o banho de sol, Moraes manteve a proibição de contato com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e com o ex-senador Magno Malta. O ministro alegou que ambos são investigados em inquéritos conexos, mantendo a estratégia de isolar politicamente o ex-presidente das lideranças partidárias.

Além disso, pedidos mais substantivos, como a devolução do passaporte para uma viagem à posse de Donald Trump e a anulação de restrições de comunicação, continuam sendo sistematicamente ignorados ou negados sob a justificativa de “risco de fuga” — uma narrativa que a defesa classifica como absurda.

A “concessão” de Moraes soa, para muitos juristas e apoiadores, menos como um ato de justiça e mais como uma medida paliativa para tentar diminuir a pressão popular diante das condições degradantes impostas ao maior líder da oposição no Brasil.

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