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“Perseguição política disfarçada”: Cristina Graeml reage à decisão de Moraes de proibir manifestações na Papuda

A jornalista e comentarista política Cristina Graeml utilizou suas redes sociais para criticar duramente a recente decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado determinou a proibição de quaisquer…
“Perseguição política disfarçada”: Cristina Graeml reage à decisão de Moraes de proibir manifestações na Papuda

A jornalista e comentarista política Cristina Graeml utilizou suas redes sociais para criticar duramente a recente decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado determinou a proibição de quaisquer manifestações nas imediações do Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, autorizando inclusive a prisão em flagrante de quem descumprir a ordem.

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A decisão de Moraes atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), sob a justificativa de evitar a repetição de cenários semelhantes aos acampamentos de 2022 e 2023. O ministro argumentou que os manifestantes estariam mimetizando os atos que antecederam o 8 de janeiro, declarando que “o Estado Democrático de Direito é inegociável”.

O Contraponto da Jornalista

Em sua conta na plataforma X (antigo Twitter), Graeml contestou veementemente a narrativa adotada pelo Supremo. Para a jornalista, a medida fere liberdades fundamentais garantidas pela Constituição.

“Mas espera aí: desde quando manifestação pacífica é crime? Desde quando pedir liberdade de um preso político ameaça a democracia?”, questionou Graeml.

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A Polêmica com a “Caminhada da Paz”

Um dos pontos centrais da crítica de Cristina Graeml foi a utilização da “Caminhada da Paz” — evento convocado pelo deputado federal Nikolas Ferreira — como embasamento para a decisão judicial. Segundo a PGR, o ato poderia gerar instabilidade na região do presídio.

A jornalista, contudo, apontou uma discrepância geográfica e de intenção no argumento. Ela ressaltou que o evento de Nikolas Ferreira ocorrerá longe do complexo penitenciário.

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“A PGR citou a ‘Caminhada da Paz’ do Nikolas Ferreira como justificativa. Só que o ato vai acontecer a 30 KM da Papuda. O próprio Nikolas disse que NÃO vai passar pelo presídio”, explicou Graeml.

Para ela, a vinculação dos dois fatos serviu apenas como pretexto para restringir direitos civis. “Ou seja: usaram um ato que nem vai acontecer ali para criminalizar quem está exercendo o direito constitucional de se manifestar”, completou.

“Isso não é democracia”

Ao finalizar sua manifestação, Cristina Graeml classificou a decisão do ministro não como uma medida de segurança jurídica, mas como um ato de repressão ideológica.

“Isso não é democracia. É perseguição política disfarçada de decisão judicial”, concluiu a jornalista.

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