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Ciro Nogueira dá desculpa esfarrapada para não assinar impeachment e é chamado de “traidor”

A recusa do senador Ciro Nogueira (PP-PI) em assinar o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes (STF) causou forte reação nos bastidores políticos e fora deles. Em entrevista à CNN Brasil, Ciro…
Ciro Nogueira dá desculpa esfarrapada para não assinar impeachment e é chamado de “traidor”

A recusa do senador Ciro Nogueira (PP-PI) em assinar o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes (STF) causou forte reação nos bastidores políticos e fora deles. Em entrevista à CNN Brasil, Ciro afirmou que não há viabilidade política para o afastamento do ministro neste momento, e que só apoia processos dessa natureza quando há garantia de votos suficientes para a aprovação.

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“Sinceramente, só entro em impeachment quando puder acontecer, como foi o caso da Dilma. O Congresso não tem 54 senadores para aprovar um impeachment”, declarou o ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro.

A declaração, feita em meio ao momento de maior tensão institucional entre o Congresso e o STF desde 2021, foi imediatamente rechaçada por setores da oposição, especialmente por lideranças religiosas e conservadoras ligadas ao bolsonarismo.

Malafaia chama Ciro de “traidor” e “camaleão político”

Um dos primeiros a reagir com veemência foi o pastor Silas Malafaia, uma das vozes mais ativas da direita brasileira. Em publicação nas redes sociais, ele atacou diretamente a postura do senador, chamando-o de “traidor” e “raposa política”, e acusando-o de trabalhar para desmobilizar a base conservadora.

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“Senador Ciro Nogueira, você é um traidor! Essa sua conversa fiada de que não assina o impeachment do ditador Alexandre de Moraes porque não vai ter voto suficiente é o seu joguinho psicológico para influenciar outros senadores a não assinarem”, escreveu.

“Você é uma raposa e um camaleão na política. Se recolha à sua mediocridade política. Senadores de caráter se rendem à verdade e à justiça!”, completou Malafaia, em tom exaltado.

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Magno Malta endossa críticas: “Ciro perdeu a coragem”

O senador Magno Malta (PL-ES) também se posicionou de forma crítica ao colega do Progressistas. Em sua manifestação, Malta afirmou que Ciro “abandonou os princípios que um dia defendeu” e acusou o ex-ministro de ceder à pressão do sistema.

“Quando foi conveniente, Ciro esteve conosco. Hoje se esconde atrás da matemática para fugir da responsabilidade política e moral. O Senado tem o dever de se posicionar contra abusos. Covardia também é uma forma de traição”, declarou.

Fontes próximas a Malta indicam que ele está atuando pessoalmente para pressionar senadores indecisos a aderirem ao pedido de impeachment, que, segundo levantamento, já conta com 39 das 41 assinaturas necessárias para ser protocolado.

Análise: Ciro faz cálculo político, mas base bolsonarista exige lealdade irrestrita

A postura de Ciro Nogueira escancara uma divisão dentro da oposição ao governo e ao STF: de um lado, os que defendem uma postura estratégica, priorizando a viabilidade de cada ação institucional; de outro, os que exigem respostas políticas mais duras e imediatas, mesmo sem garantia de sucesso legislativo.

Ao se recusar a assinar o pedido, Ciro joga com a lógica da governabilidade e dos números, mas expõe-se ao fogo cruzado da militância bolsonarista, que vê em qualquer hesitação um sinal de fraqueza ou traição.

Resta saber se o Progressistas e o União Brasil, que já aderiram à obstrução legislativa como forma de protesto, conseguirão manter a coesão interna diante do racha simbólico que a fala de Ciro representa.

A crise segue aberta — e agora atinge também o campo da oposição.

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