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Velha mídia silencia diante da nova “bomba” contra Alexandre de Moraes

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) usou suas redes sociais nesta segunda-feira (4) para criticar duramente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a divulgação de novos trechos da chamada “Vaza…
Velha mídia silencia diante da nova “bomba” contra Alexandre de Moraes

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) usou suas redes sociais nesta segunda-feira (4) para criticar duramente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a divulgação de novos trechos da chamada “Vaza Toga” — vazamentos de mensagens atribuídas a integrantes do Judiciário.

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Em uma longa postagem publicada no X (antigo Twitter), Carlos afirma que os novos diálogos reforçam a existência de um “projeto de perseguição política em curso há anos no Brasil”, segundo ele liderado por Moraes e “encoberto por parte da imprensa tradicional”.

“Mais vazamentos da ‘Vaza Toga’ – e a velha imprensa silencia. […] Há um projeto de perseguição política em curso, com Alexandre de Moraes à frente de um processo que desrespeita limites constitucionais em nome de uma ‘democracia’ que só existe para os amigos progressistas”, escreveu.

De acordo com Carlos, os novos trechos vazados incluiriam mensagens nas quais Moraes teria declarado que “queria Eduardo Bolsonaro”, além de supostamente orientar que se usasse “imaginação” contra veículos de imprensa e jornalistas críticos de sua atuação.

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O parlamentar também comparou os métodos atribuídos a Moraes aos da extinta Operação Lava Jato, criticando o que considera uma incoerência por parte dos que condenaram os abusos da força-tarefa, mas hoje, segundo ele, se calam diante da atuação do STF:

“Se antes acusavam o lava-jatismo de extrapolar, o que dizer agora de Alexandre de Moraes, que acumula poderes de juiz, promotor, delegado e censor oficial do país?”, questionou.

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Carlos ainda retomou narrativas recorrentes entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, ao afirmar que a democracia brasileira estaria “sequestrada” e que há um plano em curso para eliminar adversários políticos, inclusive com tentativas passadas contra o próprio Bolsonaro.

“A democracia brasileira está sequestrada. E quem se cala agora será cúmplice da desordem institucional que nos empurra, dia após dia, para o autoritarismo”, concluiu.

Contexto

A nova leva de mensagens atribuídas à chamada “Vaza Toga” circula nas redes sociais e em grupos bolsonaristas desde o fim de semana, mas ainda não teve autenticidade confirmada oficialmente. O conteúdo reacendeu críticas à atuação do Judiciário por parte de aliados de Bolsonaro, em meio à repercussão da prisão domiciliar imposta ao ex-presidente, após determinação de Moraes.

O STF não se pronunciou oficialmente sobre os novos vazamentos até o momento. A defesa de Bolsonaro, por sua vez, afirma que vai recorrer da decisão que impôs a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, proibição de visitas e apreensão de celulares.

Repercussão

A postagem de Carlos gerou ampla repercussão entre apoiadores e críticos. Enquanto aliados do ex-presidente compartilham a narrativa de perseguição política, juristas e parlamentares da oposição consideram os ataques ao STF como parte de uma estratégia de deslegitimação das instituições.

A autenticidade das mensagens da “Vaza Toga” segue sob apuração.

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