PARTIDOBRASIL Notícia, contexto e análise
AGORA
Política Luciano Hang oferece recompensa por pichação em loja da Havan em Natal Política TSE determina que André Janones remova vídeo sobre Flágio Bolsonaro Política Pesquisa Quaest aponta empate técnico no Rio Grande do Norte Política Vice-governador do RN anuncia apoio a Flávio Bolsonaro e altera posição sobre Lula Política Oposição condiciona apoio à reeleição de Davi Alcolumbre no Senado a impeachment no STF Política Lula confirma presença em debate da Band e emissora define regra para ausência de Flávio Política Discussão e xingamento marcam debate no Amazonas Política Pesquisas eleitorais trazem novos números sobre Lula e Flávio Bolsonaro Política Presidente do STF arquiva pedido de investigação contra Alexandre de Moraes Política Governo federal cria programa para bloquear celulares em presídios Política Luciano Hang oferece recompensa por pichação em loja da Havan em Natal Política TSE determina que André Janones remova vídeo sobre Flágio Bolsonaro Política Pesquisa Quaest aponta empate técnico no Rio Grande do Norte Política Vice-governador do RN anuncia apoio a Flávio Bolsonaro e altera posição sobre Lula Política Oposição condiciona apoio à reeleição de Davi Alcolumbre no Senado a impeachment no STF Política Lula confirma presença em debate da Band e emissora define regra para ausência de Flávio Política Discussão e xingamento marcam debate no Amazonas Política Pesquisas eleitorais trazem novos números sobre Lula e Flávio Bolsonaro Política Presidente do STF arquiva pedido de investigação contra Alexandre de Moraes Política Governo federal cria programa para bloquear celulares em presídios
MERCADOS
DÓLAR— EURO— LIBRA— PESO ARGENTINO— Atualizando…
ADS
Política

O desastroso governo Lula: Retrocesso, falta de credibilidade e crise institucional

O terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, iniciado sob o ambicioso lema de “reconstrução nacional”, rapidamente mergulhou em uma espiral de desgaste, crise institucional e desilusão popular. A figura que um dia…
O desastroso governo Lula: Retrocesso, falta de credibilidade e crise institucional

O terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, iniciado sob o ambicioso lema de “reconstrução nacional”, rapidamente mergulhou em uma espiral de desgaste, crise institucional e desilusão popular. A figura que um dia mobilizou multidões hoje parece deslocada, encobrindo um governo desarticulado, moralmente fragilizado e politicamente incoerente. A crítica já não parte apenas da oposição: até setores historicamente simpáticos ao petismo reconhecem o colapso de liderança, de ideias e de prioridades que assola o país.

Publicidade

A retórica da justiça social sucumbiu ao pragmatismo de gabinete. Enquanto os lucros bancários seguem em patamares recordes, o trabalhador enfrenta juros altos, inflação corrosiva e um sistema tributário que penaliza o consumo popular. A tão prometida reforma tributária ameaça, na prática, aprofundar desigualdades, sob a sombra de uma burocracia cada vez mais hostil ao pequeno empreendedor.

O paradoxo é cruel: os grandes celebram, o povo aperta o cinto. Lula, antes símbolo da luta popular, hoje atua como fiador das elites que sempre disse combater. Uma inversão simbólica que define o esgotamento moral do projeto petista.

Na política externa, o “Brasil voltou” — mas como motivo de perplexidade. Lula relativizou a escravidão, colocou agressores e vítimas no mesmo patamar na guerra da Ucrânia, desdenhou democracias ocidentais e elogiou regimes autoritários. A política externa “ativa e altiva” transformou-se numa diplomacia reativa e errática, conduzida mais pela verborragia do presidente do que por uma estratégia geopolítica clara.

Publicidade

Internamente, a coalizão de esquerda que sustentou o retorno do PT ao poder ruiu. Os movimentos sociais foram tragados pela máquina estatal — domesticados por cargos ou ignorados por um governo que centraliza decisões no Planalto. A militância digital, que outrora vibrava com cada pronunciamento, hoje ironiza o governo que ajudou a eleger.

A taxação de importados populares, o abandono das pautas ambientais e o distanciamento de agendas progressistas escancaram a desconexão entre discurso e prática. Promessas de campanha se desmancham diante de uma realidade dura e incoerente.

Publicidade

No campo econômico, os números oficiais já não convencem. O PIB rasteja, o desemprego ignora o exército informal e subempregado, e a inflação nos alimentos essenciais — como o arroz — transforma a mesa do brasileiro em um campo de batalha. A resposta do governo? Taxar a classe média consumidora de plataformas internacionais, como se isso fosse capaz de reequilibrar um sistema viciado.

Enquanto isso, bilhões são direcionados a crédito subsidiado, emendas parlamentares e acordos setoriais. O objetivo é claro: manter a base fisiológica no Congresso, mesmo ao custo da confiança do setor produtivo e da sustentabilidade fiscal. A lógica de governabilidade se sobrepõe a qualquer projeto estruturante.

A transparência, bandeira outrora empunhada com orgulho, foi soterrada por sigilos injustificados, escândalos abafados e velhas práticas recicladas em nova embalagem. O caso do INSS e dos empréstimos consignados, envolvendo sindicatos, parlamentares e órgãos públicos, é emblemático: revela a persistência do velho Brasil — clientelista, opaco e instrumentalizado.

No fim, o que se vê é um governo que prometeu resgatar o país, mas parece incapaz de governar para além da sobrevivência política. O pobre voltou a ser taxado, o Congresso voltou a mandar, e o discurso de “governar para o povo” se diluiu em conveniências parlamentares.

O terceiro mandato de Lula caminha para entrar na história como um governo sem projeto, sem rumo e sem inspiração. Um governo que perdeu conexão com o presente, traiu seu passado e não oferece perspectiva de futuro. A reconstrução prometida deu lugar à estagnação. O estadista se tornou refém do sistema que jurava enfrentar.

Por Carlos Arouck | Artigo de Opinião

Compartilhe nas redes sociais
Publicidade