Caiado: Se não enfrentarmos o crime, seremos uma Venezuela

Política Nacional

Em um discurso marcante durante o Fórum Esfera Brasil, realizado no Guarujá, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), expressou uma preocupação contundente com o avanço do crime organizado no país. No sábado, dia 8, Caiado advertiu que, sem uma ação decisiva contra as organizações criminosas, o Brasil corre o risco de seguir o mesmo caminho de países como Venezuela, Colômbia e Bolívia, onde, segundo ele, os criminosos já detêm o controle do Estado.

“Ou enfrentamos com coragem essa realidade ou nos tornaremos reféns do crime organizado, assim como aconteceu em nações vizinhas”, declarou o governador, enfatizando a urgência de uma resposta firme e coordenada.

Durante o evento, que contou com a presença de figuras notáveis como o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e o presidente da Central Única das Favelas (CUFA), Preto Zezé, Caiado foi ovacionado por sua política de “tolerância zero” contra o crime. Sob sua gestão, Goiás tem se destacado no combate às práticas criminosas, uma postura que ele defendeu vigorosamente em resposta às críticas sobre abusos policiais e prisões ilegais.

“Não permitirei que desacreditem o trabalho da polícia goiana. Comandar a melhor força policial do país é motivo de grande orgulho para mim”, afirmou Caiado, reiterando seu compromisso com a segurança pública e a ordem legal.

O fórum também foi palco para a discussão de outros temas críticos relacionados à segurança, incluindo a revelação de que o PCC controla mais de mil postos de gasolina, a recente ação da Polícia Civil do Rio de Janeiro que resultou na morte do líder da maior milícia da cidade, e a movimentação financeira suspeita do contador de Lulinha, que alcançou a cifra de R$ 525 milhões em dois anos.

A fala de Caiado ressoa como um chamado à ação, destacando a necessidade imperativa de fortalecer as instituições e assegurar a liberdade e a segurança dos cidadãos brasileiros frente à crescente ameaça do crime organizado.

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