FPE pede clamor nacional contra a descriminalização da maconha

A Frente Parlamentar Evangélica (FPE) convocou os cristãos brasileiros a se unirem em uma campanha de oração contra a descriminalização do porte de maconha. O pedido vem em resposta ao Supremo Tribunal Federal (STF), que retomará a análise do recurso que discute se é crime ou não portar drogas para o consumo próprio. Até o momento, há cinco votos a favor da liberação e um contrário.

Diante da possibilidade de se formar uma maioria (seis votos) a favor da liberação, a FPE pede que os líderes religiosos convoquem suas igrejas para um clamor sobre o assunto “para Deus interferir e nos livrar deste mal”.

“Faça um clamor para Deus usar os ministros do STF, conscientizando-os a votarem contra a descriminalização da maconha e tirando o Brasil deste mal”, diz o pedido da Bancada Evangélica que foi distribuído aos pastores.

Entendendo o debate no STF

Os ministros do STF irão determinar qual é a quantidade que uma pessoa pode portar para uso individual. A discussão não versa sobre o tráfico de drogas, mas sim criar um entendimento jurídico sobre as brechas da Lei de Drogas, aprovada em 2006.

O texto em questão tornou crime adquirir, guardar e transportar entorpecentes para consumo pessoal, mas não fixou pena de prisão e permite que o juiz avalie caso a caso.

Com isso, os ministros do STF terão que encontrar quais substâncias, além da maconha, poderão ser portadas sem que haja criminalização do indivíduo e qual quantidade dessas substâncias poderá ser considerada para uso próprio.

Argumentos da FPE contra a descriminalização

A FPE argumenta que a descriminalização da maconha pode levar ao aumento do consumo da droga, especialmente entre os jovens, e agravar problemas sociais como a violência e a criminalidade.

A bancada evangélica também afirma que a maconha é uma droga psicoativa que pode causar dependência e trazer diversos malefícios à saúde física e mental, como problemas respiratórios, alterações na memória e no aprendizado, e aumento do risco de psicose.

Posição de outros setores da sociedade

Outros setores da sociedade, como entidades médicas e de saúde pública, defendem a descriminalização da maconha como forma de reduzir os danos causados pela guerra às drogas e garantir o acesso a tratamento para usuários de drogas.

Estudos científicos demonstram que a maconha pode ter propriedades medicinais no tratamento de diversas doenças, como epilepsia, Alzheimer, Parkinson e náuseas causadas por quimioterapia.

O que está em jogo?

A decisão do STF sobre a descriminalização da maconha terá um impacto significativo na sociedade brasileira.

A FPE e outros grupos religiosos se mobilizam para pressionar os ministros do STF a votarem contra a descriminalização, enquanto outros setores da sociedade defendem a mudança na legislação como forma de garantir direitos e promover saúde pública.

Acompanhe o debate

O julgamento do recurso sobre a descriminalização da maconha no STF ainda não tem data definida. Acompanhe as últimas notícias sobre o tema nos principais veículos de comunicação do país.

Bruno Rigacci

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