Lula busca solução para a Venezuela e suspensão de sanções dos EUA após reunião em Bruxelas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o governo e a oposição na Venezuela estão cansados “depois de tanto tempo de briga” e desejam encontrar uma solução que inclua pactuar as condições e a data das eleições, possibilitando a suspensão das “absurdas” sanções impostas pelos Estados Unidos.

Em entrevista coletiva em Bruxelas, após participar da cúpula entre a União Europeia (UE) e a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), Lula relatou que uma reunião foi realizada com a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, e o negociador-chefe da opositora Plataforma Unitária, Gerardo Blyde. Durante o encontro, ficou acordado que a situação da Venezuela será resolvida quando os partidos no país, juntamente com o governo, chegarem a um consenso sobre a data e as regras das eleições.

O presidente ressaltou que, caso se chegue a um entendimento nessas questões, haverá a autoridade moral para pedir o fim das sanções impostas pelos Estados Unidos à Venezuela. Lula destacou a importância de respeitar a autonomia do povo venezuelano na busca por uma solução para seus problemas.

Lula expressou satisfação com o resultado da reunião, enfatizando que a compreensão mútua e o diálogo construtivo são fundamentais para facilitar um acordo entre as partes antes das eleições de 2024.

A cúpula entre a UE e a Celac também contou com a participação de outros líderes, incluindo Alberto Fernández, presidente da Argentina, Gustavo Petro, presidente da Colômbia, Emmanuel Macron, presidente da França, e Josep Borrell, chefe da diplomacia da UE. Apenas a Nicarágua não assinou a declaração final da cúpula devido a divergências sobre a inclusão de uma questão referente à “guerra contra a Ucrânia”.

Enquanto o país aguarda os desdobramentos dessa iniciativa diplomática, o assunto permanece no centro das discussões políticas, com a esperança de que as partes envolvidas encontrem um caminho para solucionar a crise na Venezuela e promover a paz e a estabilidade na região.

Bruno Rigacci

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